quarta-feira, 20 de março de 2013

PASSO A PASSO Para cativar a platéia 


• Gilka Girardello, professora da Universidade Federal de Santa Catarina, dá orientações a quem quer se tornar craque na contação de histórias. 

• Faça uma seleção de títulos que despertem em você a vontade de passá-los aos alunos. É importante abrir o universo deles para diferentes narrativas, com temas como a vida e a morte, nossa origem e a humanidade, além de mitos. 

• Para se familiarizar com a narrativa, treine contando para amigos e familiares 

• Comece a narrar para grupos menores, enquanto você conhece as suas possibilidades. Reúna os ouvintes em roda para que eles se sintam próximos de você. 

• Escolha recursos, como desenhos, bonecos, músicas e movimentos de dança, com os quais você se sinta mais à vontade. 

• Use elementos expressivos, como imitação de vozes e movimentos com as mãos (estalar de dedos e palmas). Empregados na hora certa, eles fazem a diferença. 

• Imagine os detalhes de todas as cenas e descubra a melhor maneira de entoar cada trecho (sem se preocupar em decorá-las). 

• Preste atenção em alguns refrões ou frases de impacto que podem ser repetidos sempre do mesmo jeito - porque são bonitos ou soam bem. 

• Quanto mais a história for contada, maior o número de novas imagens que são incorporadas a cada cena. Esta é a peculiaridade da oralidade: cada um recria o conto. 

• Projete a voz na sala e amplie os gestos para que o público não se disperse. Quando o enredo pedir um tom mais suave, todos entenderão o recurso e farão silêncio para ouvir. 

• Antes ou depois da narração, conte de onde vem a história: de um livro, de um filme, da mitologia grega ou se aconteceu com alguém conhecido. Assim, a turma fica sabendo que também pode passá-la adiante. 

• Ignore as peraltices de alguns e conte a história para o resto da classe. Se alguma coisa que os bagunceiros fizerem permitir, vale incorporá-la à performance, sem quebrar o clima da história. 

• Contar histórias sempre envolve alguns imprevistos. O importante é não ter medo. Geralmente, as crianças querem que a narração prossiga. Então, elas vão ajudar você. 

DÉBORA DIDONÊ

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br
Imagem: Trabalho de Aspectos Antropológicos da Educação
Professora Sheila Rodrigues
Tema: ''''Araxá''''



Quando Enrica nasceu, na cidade de Belém do Pará, as mulheres ainda usavam vestidos compridos, lindos. Os pais da menina eram imigrantes europeus. Ela era lindinha, mas levada. Por pura rebeldia, Enrica resolveu fugir de casa com Idalina, garota escrava, sua grande companheira. Idalina contara a Enrica a lenda do boto do rio..." A história sobre o animal que se transforma num belo moço, adaptada do livro Mata: Contos do Folclore Brasileiro, de Heloísa Prieto, foi contada por Vivian Munhoz Rocha aos alunos da 3ª série da Escola Villare, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Enquanto ouviam a voz vibrante da professora, os pequenos pareciam viajar para um mundo distante. 

Contadora de histórias desde 1998, com mestrado na área, Vivian afirma que seu desafio é cativar crianças acostumadas às linguagens dinâmicas da TV e do videogame. "É necessário mergulhar no que está sendo contado para criar além do texto e enriquecer a atividade atraindo os ouvintes", explica. Ela faz questão de que a atividade seja parte da rotina escolar e não entre somente como um tapa-buraco. A narração proporciona experiências lúdicas e de aprendizado pelo contato que os alunos têm com a tradição da palavra falada e as diferentes culturas por trás das narrativas. "Quando eu gosto da história, vou pegar o livro para ler depois", conta Enrico Mirabili, 9 anos. 

Após a invenção da imprensa, a narrativa oral perdeu o status de principal maneira de transmitir saberes. No entanto, há sociedades - como as indígenas - que durante séculos utilizaram apenas a palavra falada para manter sua cultura, geração após geração. Sabe-se hoje que cada forma de passar o conhecimento tem funções diferentes. O livro é valorizado como objeto e veículo de aprendizagem, e o texto escrito se apresenta como uma forma de arte própria, que estimula o domínio de uma técnica diferente daquela utilizada ao falar. Já no ato de contar histórias, ressaltam-se o improviso, a cultura constituída na língua do dia-a-dia e a interação com o público. Um não é melhor que o outro. "Ler e contar podem igualmente ser seqüências monótonas de palavras que não produzem um efeito significativo se quem narra não imprime vivacidade e veracidade à cadência da história", aponta Regina Machado, contadora de histórias e professora da Universidade de São Paulo. 

Criança também conta 

Thanira Chayb Pillar, professora de biblioteca da EM Vereador Carlos Pessoa de Brum, em Porto Alegre, integra um projeto da prefeitura que incentiva a narração de histórias pelos alunos. Neste ano, o grupo - que se reúne uma vez por semana - é formado por estudantes de 1ª a 5ª série. Qualquer um pode se juntar a eles. Com os livros em mãos para se sentir mais seguros, os contadores vencem as dificuldades para acertar o tom e a altura da voz, a interpretação e a memorização. 

A professora orienta sobre os aspectos técnicos e ajuda na interpretação do conteúdo. Os estudantes escolhem os livros e, usando a expressão corporal e facial, narram uns para os outros. Thanira corrige tom de voz, ritmo, pronúncia e postura antes, durante e depois da narração. "Com o treino, eles se soltam e ganham habilidade", conta. "Resolvi participar com meu irmão e foi legal porque fiz novos amigos e me interessei mais pelos livros", afirma Djuly Dessauer, 9 anos. 

Clarice Santos Reis, professora de Língua Portuguesa da 5a série, afirma que os participantes do grupo ganharam fluência verbal e passaram a produzir textos mais ricos. "Eles se tornaram referências dentro da classe na hora de indicar livros aos outros."

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br

segunda-feira, 11 de março de 2013


ACOLHIMENTO – Recepção das crianças, contato com os familiares.
ATIVIDADES DIVERSIFICADAS – Estas atividades permitem que as
crianças escolham o que desejam fazer. É um momento adequado para
interações e observações significativas do professor junto às crianças podendo
intervir e acompanhar o que elas fazem. Acontecem na primeira meia hora do
período letivo. São três propostas simultâneas de atividades; jogos de
construção, atividades de artes (desenho, colagem, recorte, etc), leitura de
livros e revistas.
RODA INTERATIVA – Trabalho coletivo planejado a partir de um conteúdo
curricular previsto nos projetos, geralmente antecedido por uma verificação
coletiva de crianças ausentes, marcação da data, construção da rotina e
finalizada com avisos e explicações sobre a atividade seguinte.
ATIVIDADE – Geralmente pelo adulto e proposta para todo o grupo. São
atividades importantes para se trabalhar atenção, concentração e a capacidade
das crianças de atenderem a propostas feitas coletivamente ou individuais,
podendo realizar em diferentes locais, dentro e fora da instituição.
HIGIENE PESSOAL – Lavar as mãos com independência, vestir-se e despir-se,
usar o banheiro de modo cada vez mais autônomo.
LANCHE – Momento essencial para o saudável desenvolvimento da criança,
além de fazer parte do processo educativo. Durante as refeições, a criança
tem a oportunidade de relacionar-se com o outro, adquirir muitos
conhecimentos e ao mesmo tempo desenvolver sua autonomia
RECREIO – Acontece na área externa, por trinta minutos. Momento em que
ocorrem jogos espontâneos ou propostos pelo professor.
HORA DA HISTÓRIA – Todos os dias são contadas ou lidas histórias de
tradição oral ou da literatura infanto-juvenil.
ATIVIDADES DE EXPRESSÃO:
1)ARTÍSTICA – Neste momento as crianças são estimuladas a imaginar,
isto é, povoar sua mente de idéias para se expressarem livremente. Ao
modelar, desenhar ou pintar, a criança representa o que consegue perceber da
realidade em que vive.
2)CORPORAL – São sugeridas atividades físicas amplas ou específicas, na
qual as crianças possam correr, subir, jogar, realizar jogos de regras, utilizar
brinquedos do parque, etc.
3)MUSICAL – Esta atividade contribui para a formação, desenvolvimento
e equilíbrio da personalidade da criança. É oferecido a ela um repertório
variado (cantigas populares, cantigas de roda, músicas clássicas, etc) e
inclusive são incentivadas a criação de letras de canção e a utilização de
instrumentos musicais.
OBS.: Estas atividades deverão ser contempladas em dias diferenciados.
JOGOS DE MESA – Neste momento são utilizados os jogos de: quebracabeça,
jogo da memória, dominó, loto leitura, etc. Pelo seu caráter coletivo, os
jogos permitem que o grupo se estruture, que as crianças estabeleçam relações
ricas de trocas e se acostumem a lidar com regras, conscientizando-as que
podem ganhar ou perder.
AVALIAÇÃO DO DIA – Trabalho orientado para que a criança perceba a
seqüência lógica das atividades, bem como para que o professor proceda com a
auto-avaliação
SAÍDA
OBS.: Este é um exemplo de rotina, sendo que haverá ajustes que
devem ser feitos para atender as especificidades de cada grupo e a
seqüenciação dos trabalhos.
FontePREFEITURA MUNICIPAL DE SALVADOR
Secretaria Municipal da Educação e Cultura – SMEC
Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico – CENAP